Após frase polêmica, Bolsonaro usou o Twitter para negar ofensas. Foto:Antonio Cruz/Agência Brasil

Após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ser flagrado, em vídeo, referindo-se aos governadores do Nordeste como “paraíbas”, um grupo de deputados da região vai entrar com uma representação na Procuradoria Geral da República contra o chefe do Executivo Federal. Para eles, Bolsonaro teria cometido o crime de racismo.

“Não vamos admitir que o Nordeste volte a ser tratado com discriminação e preconceito”, afirmou o presidente da Frente Parlamentar em Defesa do nordeste, Danilo Cabral (PSB).

Segundo Danilo Cabral, a fala de Bolsonaro é incompatível com o comportamento que se espera de um presidente, mas é, sobretudo, uma conduta criminosa, de acordo com a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes para quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Em nota, a frente parlamentar destacou ainda que a declaração estimula o preconceito e fere o pacto federativo, penaliza a população e tensiona a unidade nacional.

Na sexta-feira (19), Bolsonaro foi captado por uma equipe da TV Brasil, que faz a transmissão oficial do governo, falando ao “pé do ouvido” do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni: “Esse governador de Paraíba, o pior do que o de Maranhão (sic). Tem que ter nada pra esse cara”, falou antes de um café da manhã no Palácio do Planalto, em Brasília.

Após a polêmica declaração, Bolsonaro usou o Twitter para dizer que não fez nenhuma ofensa aos nordestinos. “‘Daqueles Governadores… o pior é o do Maranhão”. Foi o que falei reservadamente para um ministro. Nenhuma crítica ao povo nordestino, meus irmãos”, escreveu.

OP9

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