Direção nega desvios no Lar da Sagrada Face e diz que instituição tem “doações em excesso” por isso, materiais foram levados para outras entidades filantrópicas

Por Redação
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A direção do Lar da Sagrada Face, instituição pertencente à Diocese de Campina Grande, negou a existência de desvios de doações, conforme denúncia anônima, supostamente de funcionários, feita nesta sexta-feira. De acordo com o padre Sérgio Leite, diretor do Vicariato Episcopal para a Caridade, Justiça e Paz da Diocese de Campina Grande, ao qual estão vinculadas todas as instituições de caridade da Diocese, as denúncias são falsas e são resultado da insatisfação de alguns funcionários, que não aceitam a nova metodologia de trabalho adotada pela nova direção do Lar da Sagrada Face.

“A pedido do bispo Dom Dulcenio Fontes, desde março de 2018, estou vigário Episcopal para a Caridade, Justiça e Paz, da diocese de Campina Grande, que é responsável pelo Lar da Sagrada Face e outras instituições de caridade, distribuídas nos 55 municípios pertencentes à Diocese. Em fevereiro desse ano, também á pedido de Dom Dulcenio, assumi a direção do Lar da Sagrada Face, onde encontrei uma série de problemas administrativos, sobretudo relacionados a vícios por parte de alguns servidores. No entanto, adotei lá a mesma metodologia e ritmo de trabalho que já desenvolvo em outras instituições, a exemplo da Fazenda do Sol, que está sob meu comando há 11 anos. Essas mudanças, inclusive com demissão de funcionários, não foram entendidas por uma parte dos que ficaram, o que deve ter os levado a fazer essa denúncia que, repito, é totalmente falsa”, disse padre Sérgio.

Sobre o vídeo divulgado pelos supostos funcionários, o diretor da instituição explicou:

“Quando assumi a direção do Lar da Sagrada Face, em fevereiro último, coloquei em prática lá o que já venho fazendo em outras instituições pertencentes à Diocese, que é dividir as doações entre as instituições, exercitando a verdadeira partilha. Dessa forma, quando uma instituição tem estoque em excesso, nós repartimos com aquelas que tem em menor quantidade, o que também impede que haja desperdício, com produtos vencidos. O carro mostrado nas imagens pertence aos padres da Paróquia do Ligeiro, na qual é realizado um trabalho social, mediante distribuição de um sopão para famílias carentes. A meu convite, eles mandaram o veículo para recolher alimentos, que haviam em quantidade suficiente para ser partilhada.

Já a Kombi, também mostrada nas imagens, pertence à Fazenda do Sol e foi utilizada para recolher e levar donativos para outras instituições de caridade pertencentes à Diocese de Campina Grande. Portanto, não há nada de errado, nenhum desvio de doações. Existe, apenas e tão somente, a divisão, o exercício da partilha entre instituições que sobrevivem de doações feitas pela população”, explicou.

Há 11 anos, o padre Sérgio Leite comanda a Fazenda do Sol, instituição que trabalha com a recuperação de dependentes químicos e desenvolve outros trabalhos sociais, inclusive na Paróquia de Galante. Ao assumir o Vicariato para a Caridade, Justiça e Paz, passou a coordenar todas as instituições de caridade pertencentes à Diocese de Campina Grande, que abrange 55 municípios.

Assessoria

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