Requerimento que pedia liberação de cultos em igrejas de Campina Grande/PB é retirado de votação após contrariedade de vereadores

Por Redação
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A Câmara de Vereadores de Campina Grande analisou nesta terça-feira (28) um requerimento de autoria e apresentado pelo vereador pastor Josimar Henrique (Republicanos), que pedia a liberação de cultos presenciais em igrejas da cidade. A proposta foi retirada da pauta de votação por um pedido de vista do vereador Pimentel Filho (PSD), após receber manifestações contrárias de vários vereadores que participavam da sessão remota.

A proposta é visivelmente inoportuna e não deveria sequer ser apresentada nesse instante. Aliás, um projeto de lei para considerar o funcionamento de templos religiosos como atividade essencial em período de calamidade pública, impediria o poder público de determinar o fechamento total desses locais.

E não se trata de nutrir o desejo de que igrejas e templos religiosos continuem fechados. Mas sim o fato de que, nesse instante, as aglomerações provocadas pelas celebrações podem provocar a transmissão massiva da Covid-19 e, consequentemente, o estrangulamento do sistema de saúde, o que representa um risco fatal para a vida de pacientes infectados com a doença.

E mais: não há justificativa plausível para flexibilizar a realização dos cultos nesse momento, uma vez que as igrejas podem realizar atendimentos individuais de fiéis e, por meio de transmissões na internet, as suas celebrações coletivas.

No requerimento o vereador defende que a flexibilização deve ocorrer desde que as igrejas “mantenham as orientações e tomem todas as providências seguindo a orientação da Secretaria de Saúde sobre a Covid-19”. Por sinal, a principal recomendação das autoridades de saúde hoje é para que as pessoas se mantenham em casa, algo completamente incompatível com a proposta.

Redação + Jornal da Paraíba

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