“Se a as pessoas não querem atentar para o perigo do coronavírus não haverá outra alternativa, senão o decreto do lockdown”, foi o que declarou o secretário de Saúde de João Pessoa, Adalberto Fulgêncio, em defesa da tomada de decisão de alguns prefeitos da região metropolitana da Capital, a exemplo dos gestores de Santa Rita e Cabedelo.
“João Pessoa é uma conurbação e não há fronteiras. Portanto se um prefeito decretar lockdown obviamente que deverá acontecer na Capital, pois muita gente dorme ou trabalha fora da cidade. Então, não há como controlar a proliferação do coronavírus. Se um se infectar, outras também se infectarão, não tem como isso não ocorrer”, opinou o secretário.
Contudo, o secretário adverte que para que isso aconteça é preciso que haja um diálogo entre os gestores das cidades que formam a Grande João Pessoa, mas isso não quer dizer que o próprio prefeito não tome suas devidas medidas e coloque seu plano em ação.
“Talvez nem cheguemos a um fechamento geral, mas podemos começar a tomar medidas mais duras porque se pedimos para que as pessoas fiquem em casa e elas ficam circulando, se contaminando, é preciso endurecer as ações”, ressaltou.
Segundo Fulgêncio, se não houvesse as medidas de isolamento social, o número de óbitos poderia ser maior.
“Estamos numa aceleração da epidemia de forma descontrolada em Santa Rita. Ou seja, se nós não tivéssemos feito ações sob decretos tanto o governo do Estado, quanto o prefeito Luciano Cartaxo, desde o dia 17 de março, estaríamos com um número seis vezes maior de óbitos, o que significaria 234 mortes só em João Pessoa”, afirmou.
Em relação ao número de leitos disponíveis na Capital, conforme o secretário, 70% das UTIs estão ocupadas e 80% das enfermarias.
“O que significa dizer que temos apenas 30% dos leitos vagos nas UTIs e 20% em enfermaria. Se as pessoas ficarem em casa é até possível controlar essa ocupação”, afirmou.













