Uma denúncia foi feita ao Blog na manhã desta segunda-feira (29), quando um homem informou ter ido até o Hemocentro de Campina Grande, localizado no bairro do Catolé, para realizar uma doação para a esposa de um amigo que passará por um procedimento cirúrgico e foi impedido de realizar o ato por ser motorista de aplicativo.
Segundo informa Rinaldo Ferreira Galvão, de 36 anos e doador há 18, natural de Recife/PE, durante a realização dos procedimentos de triagem rotineiros, ao informar a sua função profissional, que atualmente é motorista de aplicativo, a triadora impediu que o homem realizasse a doação pelo mesmo, supostamente, ter contato direto com portadores da COVID-19, o que, segundo a profissional, impossibilitaria a doação. O ato gerou indignação por parte do doador, visto que o mesmo não apresentou nenhum sintoma do novo coronavírus nos últimos 30 dias.
VEJA VÍDEO:
Após a denúncia, nossa equipe de redação entrou em contato com a coordenadora Geral do Hemocentro de Campina Grande, Elilia Pombo, para apurar o fato. Segundo ela, o procedimento adotado pela triadora não condiz com a política da instituição, visto que nenhum indicativo sobre novos procedimentos de triagem devido à pandemia foi promulgado, seja pelo Hemocentro da Paraíba, seja pelo Ministério da Saúde ou quaisquer outra autoridade epidemiológica.
Ainda segundo Elilia, um inquérito administrativo será instaurado para apurar o caso, visto que, em tempos de isolamento social, onde o estoque de sangue se encontra abaixo do ideal e campanhas incentivando a doação estão sendo feitas incessantemente nos meios de comunicação, impedir que alguém realize um ato tão importante por questão da profissão que desempenha é, no mínimo, preconceituoso e vai totalmente em desencontro às diretrizes pregadas pela instituição.
Por Pedro Pereira












