Vigília montada em Cali no domingo (2) em homenagem a mortos em protestos na Colômbia — Foto: Luis Robayo/AFP
Um balanço da Defensoria do Povo, órgão público de fiscalização do governo da Colômbia, estimou nesta segunda-feira (3) que 19 pessoas morreram e mais de 800 ficaram feridas durante a violência nos protestos no país contra um projeto de reforma tributária. O número foi atualizado nesta tarde.
Desse total de mortos, 18 eram civis e um era policial. O ministério da Defesa, em outra contagem, diz que 846 pessoas se feriram nas manifestações — 306 deles, civis. Os protestos começaram em 28 de abril.
As autoridades prenderam 431 pessoas durante os distúrbios, e o governo ordenou que os militares fossem enviados para as cidades mais afetadas. Algumas ONGs acusaram a polícia de atirar contra civis.
O ministro da Defesa, Diego Molano, garantiu que os atos de violência foram “premeditados, organizados e financiados por grupos dissidentes das Farc” que se afastaram do acordo de paz assinado em 2016, e pelo ELN, a última guerrilha reconhecida na Colômbia.
O governo também reportou atos de vandalismo em 69 estações de transporte, 36 caixas eletrônicos, 94 bancos, 14 pedágios e 313 estabelecimentos comerciais.
Pressionado pelas manifestações nas ruas, o presidente Iván Duque ordenou no domingo a retirada da proposta que era debatida com ceticismo no Congresso, onde um amplo setor a rejeitava por punir a classe média e ser inadequada em meio à crise desencadeada pela pandemia de coronavírus.
Nesta tarde, o ministro da Fazenda da Colômbia, Alberto Carrasquilla, renunciou ao cargo. Ele será substituído pelo economista José Manuel Restrepo, atual ministro do Comércio, anunciou o presidente Duque no Twitter.
Com G1











