Neste tipo de prática, os criminosos utilizam práticas para impedir que as forças de segurança possam reagir e também coloca em risco a população.
A explicação é do comandante do Batalhão de Operações Especias (Bope), tenente-coronel Rodolfo César Morotti Fernandes.
“O domínio de cidades seria uma evolução do novo cangaço, seria uma forma mais violenta, com mais material empregado, mais efetivo por parte dos criminosos. Ou seja, onde ele teria que dominar a cidade impedindo uma reação imediata da força de segurança, onde ele teria tempo para concretizar a ação criminosa. Basicamente a diferença entre novo cangaço e domínio de cidades seria isso: a quantidade de agentes e esse ânimo em impedir qualquer reação por parte da força de segurança local” completou.
Para impedir que os integrantes da quadrilha pudessem agir em Varginha, o comandante do Bope revela que foram coletadas informações que levaram às forças de segurança a anteciparem a ação dos homens.
“Com base nas informações e com o efetivo de unidades especializadas, nós conseguimos frustrar essa ação com antecedência. Ou seja, eles não conseguiram concretizar o domínio da cidade, o que dificultaria uma ação de resposta. Nós conseguimos abordá-los em uma situação antecipada, onde eles não estavam ainda preparados para o momento crucial da atuação. Tinham armamento, tinham a capacidade de responder, mas não em um nível já da ação de resposta. Preparado mentalmente, pronto para qualquer confronto. Foi uma ação exitosa, pois ela ocorreu de forma integrada e o desfecho foi extremamente positivo”, falou.
O tenente-coronel salientou que durante a ação nenhum civil ou policial ficou ferido no confronto com os integrantes da quadrilha.
“Pode se entender que o resultado de 25 óbitos tenha sido algo negativo, mas preferimos entender que evitamos o domínio da cidade, pessoas serem feitas reféns ou terem suas vidas ceifadas, inclusive também dos policiais que por ventura viessem a responder essa ação”, disse.
Operação e confronto
A operação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) resultou na morte de pelo menos 25 suspeitos de pertencerem a uma quadrilha roubos a bancos neste domingo (31) em Varginha (MG). De acordo com a PM, os suspeitos seriam especialistas neste tipo de crime.
Durante entrevista coletiva na tarde de domingo, o Bope confirmou o número oficial de 25 mortos no confronto. Todos os envolvidos tinham entre 25 e 40 anos.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os confrontos com os homens ocorreram em dois sítios diferentes localizados em duas saídas da cidade. Na primeira, os suspeitos atacaram as equipes da PRF e da PM, sendo que 18 criminosos morreram no local. Em uma segunda chácara, conforme a PRF, foi encontrada outra parte da quadrilha e neste local, após intensa troca de tiros, sete suspeitos morreram.
De G1











