A incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva em todo o planeta e o Brasil é o país que mais recebe irradiação solar em todo o mundo, de acordo com o Atlas Brasileiro de Energia Solar. Com isso, a pele da população sofre devido aos efeitos dos raios – especialmente quem mora na região Nordeste.
Segundo o dermatologista e oncologista cutâneo, Otávio Sérgio Lopes, médico cooperado da Unimed João Pessoa, os altos índices ultravioletas geram, ao longo da vida, agressões à pele. A orientação do especialista é utilizar protetor solar sempre, mesmo que não haja exposição direta ao sol.
“Os principais danos causados são o envelhecimento precoce e o aumento do risco de câncer de pele. O uso permanente do protetor solar gera grande benefício a longo prazo”, orienta.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta que pessoas de todos os tipos de pele devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol, porém alguns grupos têm maior risco. Pessoas com pele e olhos claros, sardas, e cabelos claros ou ruivos, bem como quem possui antecedentes familiares com histórico de câncer de pele, queimaduras solares, incapacidade de se bronzear e pintas precisam redobrar os cuidados.
“Pacientes que têm alto risco de desenvolver câncer de pele devem usar protetor todos os dias, com a ressalva de monitorar o nível de vitamina D3, pois quando ela baixa, traz problemas para os ossos e aumenta risco de cânceres internos”, alerta.
A radiação UVB é mais intensa durante o verão, devido às altas temperaturas e é responsável pelas queimaduras avermelhadas na pele. Já a UVA penetra mais profundamente na pele, sendo intensa não somente em dias de sol, mas também com o céu nublado, por isso é fundamental utilizar o protetor solar diariamente.
Otávio Sérgio Lopes orienta que é preciso utilizar proteção mesmo quando a exposição ao sol é indireta. “A radiação ultravioleta sofre reflexão das superfícies, quanto mais branca a superfície, maior o reflexo e pode causar danos à pele”, explica o médico.
Creme, gel ou spray, as apresentações do produto são muitas, porém segundo o dermatologista, todos são equivalentes na proteção e o veículo apenas serve para se adequar ao tipo de pele. Já quanto ao fator solar existem diferenças. “Quanto mais alta a proteção, mais duradouro será o bloqueio”, ressalta.
Com Portal Correio













