A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (30) o uso emergencial do medicamento Paxlovid para Covid-19.
A agência recebeu o pedido de uso do antiviral fabricado pela Pfizer no dia 15 de fevereiro mas somente agora a decisão de liberação foi tomada, durante reunião da Diretoria Colegiada do órgão.
Diversos órgãos de saúde internacionais já haviam aprovado o uso do medicamento (que não substitui a vacina contra a Covid) desde o ano passado, como a FDA, agência reguladora de medicamentos dos EUA, e as agências regulatórias do Reino Unido e da União Europeia.
Nesta quarta, durante um evento em Brasília, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse que um dos pontos determinantes para que seja decretado o fim da “emergência em saúde pública” no Brasil é justamente o acesso a medicamentos eficazes contra a Covid-19 na fase inicial.
Como funciona e quem pode tomar?
O medicamento é indicado para adultos que tenham testado positivo para a Covid-19 (que não requerem oxigênio suplementar) e apresentem alto risco de progressão para casos graves, incluindo hospitalização ou morte.
O Paxlovid consiste em dois medicamentos antivirais em conjunto: o nirmatrelvir e o ritonavir.
O nirmatrelvir é um novo remédio desenvolvido pela Pfizer-BioNTech, enquanto o ritonavir é uma droga que já era usada no tratamento do HIV/AIDS. Os dois atuam em conjunto bloqueando uma enzima que o vírus precisa para se replicar no corpo.
Estudos indicam que a droga reduz em 89% o risco de hospitalização ou morte em adultos vulneráveis.
Limitações de uso
O medicamento é de uso adulto, com venda sob prescrição médica.
De acordo com a decisão da Anvisa, o Paxlovid não está autorizado para início de tratamento em pacientes que requerem hospitalização devido a manifestações graves ou críticas da Covid-19. Também não está autorizado para profilaxia pré ou pós-exposição para prevenção da infecção pelo novo coronavírus.
A Agência também esclarece que o medicamento não está autorizado para uso por mais de cinco dias. Além disso, como não há dados do uso do Paxlovid em mulheres grávidas, recomenda-se que seja evitada a gravidez durante o tratamento com o referido medicamento e, como medida preventiva, até sete dias após o término do tratamento.
“É importante esclarecer ainda que o Paxlovid não é recomendado para pacientes com insuficiência renal grave ou com falha renal, uma vez que a dose para essa população ainda não foi estabelecida”, disse a Anvisa, em nota.
Medicamento deve ser dispensado pelo farmacêutico
Ainda segundo a entidade regulatória, o medicamento deve ser dispensado exclusivamente pelo farmacêutico, com orientação ao usuário de que o Paxlovid é de uso individual e exclusivo ao paciente que passou por avaliação médica e que recebeu a prescrição.
Com g1












