A Justiça de São Paulo condenou nesta terça-feira (23) Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, a pagar indenização de R$ 8 mil por danos morais ao Padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo da Rua, por tê-lo ofendido ao chamá-lo de “bandido”, em maio, em um grupo de WhatsApp que reúne empresários. Cabe recurso da decisão.
“Quem defende bandido, bandido é”, escreveu Hang sobre o religioso no grupo privado Empresários & Política após ter comentado comentar uma reportagem do site Brazil Journal que mostrava o trabalho social do pároco.
Hang também criticou o Lancelotti por sua relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A condenação do empresário foi revelada pelo portal Metrópoles. Nesta quarta-feira (24), o site divulgou a decisão da 1ª Vara do Juizado Especial Cível da capital paulista, que concordou parcialmente com o pedido de indenização feito pela defesa do religioso. O valor da ação era de pouco mais de R$ 48 mil.
No processo, a defesa de Hang alegou que, além de ter feito comentários por troca de mensagens por aplicativo num grupo fechado, seu cliente defendeu “a licitude de suas manifestações, argumentando que correspondem à verdade, e que exerceu seu direito de crítica”.
“Luciano Hang ofende não somente o padre, mas também os desabrigados da capital paulista, pois em sua defesa alega que o pároco lhes dá roupas e comida, mas não os ensina a obterem recursos próprios”, falou o advogado Nicholas Berro, que defende o pároco.











