Vinícola emite carta pedindo desculpas por usar mão de obra de trabalhadores em situação semelhante à escravidão

2 min. leitura
Foto: Reprodução/RBS TV

Em uma carta aberta divulgada na quinta-feira (2), a Vinícola Aurora, uma das três que usaram mão de obra análoga à escravidão durante a colheita da uva em Bento Gonçalves, na Serra do Rio Grande do Sul, pediu desculpas aos trabalhadores resgatados e se disse envergonhada.

Os trabalhadores relataram, em depoimento ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), terem ficado sujeitos a situações de agressão com choques elétricos e spray de pimenta, cárcere privado e agiotagem.

”Os recentes acontecimentos envolvendo nossa relação com a empresa Fênix nos envergonham profundamente (…) Gostaríamos de apresentar nossas mais sinceras desculpas aos trabalhadores vitimados pela situação. Ninguém mais do que eles trazem, nos ombros curados pelo sol, o peso de uma prática intolerável, ontem, hoje e sempre”, diz um trecho da nota.

A nota vem depois que, na última terça-feira (28), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) suspendeu a participação da Aurora, além da Cooperativa Garibaldi e Salton, de suas atividades.

A ApexBrasil é um serviço social autônomo vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que promove os produtos brasileiros no exterior.

Em nota à imprensa, a Cooperativa Garibaldi disse que “repudia qualquer prática que afronte o respeito ao ser humano ou comprometa sua integridade”.

Já a Vinícola Salton, em nota à imprensa, afirma que “repudia, veementemente, qualquer ato de violação dos direitos humanos”.

Fonte: G1

Compartilhe este artigo