
Por: Beatriz Virgínia
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (4), para manter a prisão preventiva do Padre Egídio de Carvalho Neto. Os ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes seguiram o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, que rejeitou o recurso da defesa do sacerdote.
Padre Egídio é acusado de liderar um esquema criminoso durante a segunda fase da Operação Indignus, envolvendo o desvio de recursos de instituições religiosas e sociais. A investigação revelou que o sacerdote levava uma vida de luxos e excessos, com gastos milionários incompatíveis com sua renda mensal.
Os advogados do Padre haviam ingressado com o recurso, contestando a decisão da ministra Cármen Lúcia, tomada em 14 de março, que manteve as medidas cautelares. Zanin e Moraes acompanharam o entendimento da relatora, que argumentou contra a alegação de ilegalidade nas medidas. O placar parcial já garante maioria pela continuidade da prisão domiciliar que ele cumpre desde abril de 2024.