
Por: Beatriz Virgínia
Nesta sexta-feira (4) o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) expediu um mandado de citação para que José Eduardo Franco dos Reis seja comunicado sobre a ação penal e possa se defender pela acusação de falsidade ideológica e uso de documentos falsos, o juiz aposentado estava vivendo sobre a identidade fictícia de Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield.
O homem prestou depoimento à Polícia Civil em dezembro de 2024, quando se mudou do seu endereço em São Paulo e, desde então, está com paradeiro desconhecido.
A denúncia foi recebida pela Justiça no final de março. Durante o depoimento à polícia, ele alegou que o nome fictício de “Wickfield” seria de seu irmão gêmeo, dado para adoção.
O homem se apresentava como membro da nobreza britânica, alegava ser descendente de uma família aristocrática e usava o nome fictício de “Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield” para dar credibilidade a essa identidade. As investigações revelaram que ele obteve um RG falso em 1980, utilizando uma certidão de nascimento com dados fraudulentos. A descoberta da fraude foi possível após a comparação das impressões digitais de Reis com as de “Wickfield” em um banco de dados da Polícia Civil, o que indicou que se tratava da mesma pessoa que “José Eduardo Franco dos Reis”.
Além disso, as certidões de nascimento de Reis e “Wickfield” foram encontradas no mesmo cartório de Águas da Prata, mas com dados divergentes, o que levantou ainda mais suspeitas.
O TJSP também decidiu suspender, até nova ordem, os pagamentos que seriam feitos a ele enquanto o processo segue em segredo de justiça. A denúncia foi recebida pela Justiça no final de março.