Caso Gilson: defesa diz que Tércio agiu em ”legítima defesa”, mas justiça nega pedido de soltura

Por Redação
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O caso envolvendo a morte do professor Gilson Nunes, que foi esfaqueado e teve o corpo ocultado por Tércio Alves, pode ter um novo desdobramento.A defesa do acusado afirma que o mesmo teria agido em ”legítima defesa” no dia do crime. Os advogados dizem que a vítima teria atacado Tércio durante uma discussão motivada por ciúmes.

Conforme o relato dos juristas, os Tércio e Gilson se desentenderam após o suspeito questionar mensagens apagadas do celular da vítima. Ainda conforme a versão do acusado, Gilson teria pegado uma faca que estava na pia da cozinha e tentado golpeá-lo. Tércio então teria conseguido desarmá-lo e, no momento de tensão, revidado com um único golpe, disse o acusado.

A defesa conta que, mesmo após ferido, Gilson ainda tentou reagir, agarrando o pescoço de Tércio antes de cair no chão. Sem saber o que fazer, e tomado pelo pânico, o acusado escondeu o corpo e inventou que a vítima havia se afogado no mar, conforme os relatos.

Para os juristas que defendem Tércio, a ocultação do cadáver não foi premeditada, mas sim consequência de um estado emocional abalado. Eles afirmam que o comportamento de Tércio após o crime é típico de alguém em choque, e não de uma pessoa com intenção de enganar.

A defesa pediu que Tércio respondesse ao processo em liberdade, dizendo que ele é ”réu primário, possui residência fixa e profissão definida”. No entanto, o pedido foi negado pela juíza Luciana Rodrigues Lima.

A defesa acrescentou que a vítima e o acusado tinham um relacionamento conturbado, com episódios de agressões verbais e psicológicas. Isso teria contribuído para a reação impulsiva do acusado, que alegou ter temido pela própria vida.

Os advogados pediram que Tércio respondesse ao processo em liberdade, alegando que ele é réu primário, possui residência fixa e profissão definida. No entanto, o pedido foi negado pela juíza Luciana Rodrigues Lima.

A magistrada seguiu o parecer do Ministério Público e afirmou que os motivos que levaram à prisão continuam válidos. Para ela, a gravidade do crime e as circunstâncias do caso impedem a aplicação de medidas alternativas.

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