Foto: Bastos Farias
A votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 foi adiada nesta quarta-feira (23) na Câmara Municipal de Campina Grande, após vereadores da oposição esvaziarem o plenário e impedirem o quórum necessário. Apenas 12 parlamentares da base do prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) permaneceram em plenário, número insuficiente para a aprovação da matéria, que exige maioria simples. O presidente da Casa, vereador Saulo Germano (Podemos), só vota em caso de empate.
A principal divergência entre situação e oposição envolve o percentual destinado às emendas impositivas. Enquanto os oposicionistas defendem a fixação de 1,2% das receitas correntes líquidas, o Executivo municipal propõe 0,70%. A questão já se arrasta desde a legislatura anterior e segue sem consenso.
Além do impasse sobre as emendas, a oposição também criticou o regime de urgência solicitado para a tramitação da LDO. Segundo os vereadores, a votação teria sido marcada sem aviso prévio, o que justificaria a retirada da bancada oposicionista do plenário.
Compareceram à sessão os vereadores da base: Saulo Germano (Podemos), Rafafá (União Brasil), Dinho (PSDB), Saulo Noronha (MDB), Severino da Prestação (MDB), Franklin da Saúde (Podemos), Alexandre do Sindicato (União Brasil), Pastor Breno (Avante), Carol Gomes (União Brasil), Fabiana Gomes (União Brasil), Ivonete Ludgério (União Brasil) e Pâmela Vital (MDB).
Já os parlamentares de oposição que estavam na Câmara, mas se ausentaram da votação, foram: Márcio da Eletropolo, Anderson Pila, Sargento Cobra, Pimentel Filho e Waléria Assunção (todos do PSB), Olimpio Oliveira (Podemos), Tertuliano Maracajá, Valéria Aragão e Ana Cardoso (Republicanos), e Jô Oliveira (PCdoB). O vereador Rostand Paraíba (PP) também estava na Casa, mas não subiu ao plenário.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece metas e prioridades para o orçamento municipal do ano seguinte, orientando a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). No caso de Campina Grande, o texto define parâmetros para a gestão financeira de 2026, incluindo despesas com saúde, educação, previdência, precatórios e emendas parlamentares.











