Em meio à crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, quem saiu do silêncio foi o ex-presidente Michel Temer — e não foi para passar pano. Em pronunciamento nesta quarta-feira (23), o emedebista classificou como “inadmissíveis” e “injustificáveis” as sanções impostas pelo governo norte-americano, que incluem tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros e suspensão de vistos de ministros do STF.
Sem citar nomes, mas mirando diretamente o Planalto, Temer criticou o tom agressivo adotado por autoridades brasileiras:
“Inadequações não se resolvem com bravatas, com ameaças, com retruques, com agressões”, disparou.
A fala foi um claro recado ao governo Lula, que elevou o tom após as medidas da gestão Trump, especialmente em defesa do ministro Alexandre de Moraes, indicado ao STF por Temer e hoje no centro da tensão entre os dois países.
O ex-presidente ainda lamentou os impactos econômicos das sanções e pediu responsabilidade:
“Vivemos um momento em que a ação responsável e a experiência não podem ser esquecidas. O bom senso e o cálculo estratégico devem prevalecer, sem jamais partir para um confronto que transforme a situação em uma briga de rua: de brasileiros contra brasileiros, de país contra país.”
Com um “em momentos sombrios, sejamos sóbrios”, Temer tentou vestir o terno de estadista e chamar à racionalidade num cenário de fogo cruzado. Mas, cá entre nós… será que alguém ainda ouve Temer?
#CaféComMoído é a coluna de política e opinião do jornalista e radalista campinense Márcio Rangel @marciorangelpb 🍵 💣
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