Uma mulher usou as redes sociais para relatar um caso de queimaduras sofridas após uma sessão de depilação a laser em uma clínica estética localizada em um shopping no bairro de Manaíra, em João Pessoa/PB. O procedimento, segundo ela, teria sido feito com um equipamento novo que ainda estaria em fase de testes.
A paciente contou que havia realizado uma primeira sessão sem problemas. No entanto, durante a segunda aplicação, começou a sentir dores intensas e fora do normal. Ao questionar a profissional responsável, foi informada de que a máquina utilizada havia sido trocada por um modelo mais moderno.
Logo após o procedimento, as dores se intensificaram, dificultando sua locomoção. Ela relatou sensação de ardência extrema e surgimento de manchas escuras na pele. Ao retornar à clínica, foi surpreendida com a informação de que o novo aparelho ainda estava em período de teste. A situação foi registrada em vídeo e encaminhada à gerência da unidade.
Sem conseguir suportar a dor, procurou atendimento hospitalar e recebeu o diagnóstico de queimaduras. A equipe médica administrou medicamentos intravenosos, prescreveu pomadas e recomendou acompanhamento com dermatologista, diante do risco de marcas permanentes.
Mesmo após o atendimento médico, a clínica entrou em contato alegando que se tratava apenas de uma reação comum ao laser e sugeriu o uso de uma única pomada — versão que foi refutada pelo diagnóstico hospitalar.
A paciente, que atua na área de tecnologia e divulgação científica, foi avaliada por uma dermatologista, que confirmou as queimaduras e prescreveu um tratamento com duração inicial de 30 dias, além de cuidados prolongados pelos próximos seis meses para tentar reduzir as possíveis sequelas.
O caso teve ampla repercussão nas redes sociais, levantando discussões sobre a segurança de procedimentos estéticos, especialmente quando realizados com aparelhos novos ou sem supervisão técnica adequada.











