Por Verton Ribeiro
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou o pagamento indevido de R$ 4,4 bilhões a pessoas que já haviam falecido. Os valores envolvem benefícios previdenciários, trabalhistas, assistenciais, como o Bolsa Família, e até salários de servidores ativos. O dado mais recente, apresentado em fevereiro de 2025, aponta que só naquele mês mais de R$ 21 milhões foram pagos a beneficiários com óbito registrado.
O relatório aponta falhas no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (Sirc), responsável por dados de nascimento e morte no país. Segundo o TCU, cerca de 13 milhões de óbitos deixaram de ser registrados corretamente, o que abriu brecha para esses pagamentos. A maioria dos valores, cerca de 91%, corresponde a aposentadorias e pensões do INSS. Em fevereiro deste ano, por exemplo, 650 servidores ou pensionistas também receberam mesmo com indícios de óbito.
Diante do cenário, o TCU recomendou a atualização e integração dos dados do Sirc com outras bases públicas. Para o ministro Bruno Dantas, os números são “escandalosos” e revelam falhas graves na comunicação entre os órgãos públicos. Também foram identificados pagamentos indevidos do Bolsa Família a quase mil pessoas já falecidas, o que somou R$ 580 mil apenas em fevereiro.












