
Em tempos de eventos efêmeros e cultura descartável, há quem consiga resistir ao tempo com a força da arte e da identidade. O Festival de Inverno de Campina Grande chega aos seus 50 anos com a marca de quem soube atravessar crises econômicas, mudanças políticas e até modismos culturais sem perder sua essência: ser um palco de expressão, formação e democratização da cultura.
Agora, mais do que uma festa no calendário, o FICG passa a ter o reconhecimento que sempre mereceu. A Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, projeto do deputado estadual Félix Araújo Filho (Rede Sustentabilidade) que o declara Patrimônio Cultural Imaterial da Paraíba. É a consagração de meio século de trabalho, idealizado por Eneida Agra Maracajá e mantido pela persistência de artistas, produtores e apoiadores que acreditaram que Campina Grande poderia ser referência nacional em arte e conhecimento.

A decisão não é apenas simbólica. Ela registra, na história, que o Festival é mais do que entretenimento: é inclusão social, é formação de plateias, é fomento à economia criativa, é vitrine para talentos que saíram da Rainha da Borborema para o mundo. É também um gesto de respeito à UEPB e à sua Pró-reitoria de Cultura, que lutaram para transformar essa pauta em lei.
Porque Campina Grande não é feita só de forró e fogueira. É feita também de luzes de palco, aplausos, poesia e resistência cultural. E agora, de um título oficial que confirma: o Festival de Inverno não é apenas da cidade. É da Paraíba.














