Candidatos com autismo leve têm enfrentado dificuldades para acessar as cotas em concursos públicos. Mesmo com laudos médicos, muitos são desclassificados nas avaliações biopsicossociais exigidas pelos editais.
A principal queixa é a falta de critérios claros e a ausência de especialistas nas comissões avaliadoras. Em alguns casos, a perícia dura poucos minutos e desconsidera as limitações vividas no cotidiano.
Apesar de a legislação reconhecer o autismo como deficiência desde 2012, não há uma padronização nacional para a análise. Por isso, decisões variam de banca para banca e muitos candidatos recorrem à Justiça para garantir o direito.
Especialistas cobram um modelo unificado de avaliação e capacitação das bancas para evitar exclusões injustas. Enquanto isso não acontece, candidatos seguem enfrentando processos longos e desgastantes para acessar um direito já previsto em lei.












