Um homem de 59 anos foi preso em flagrante nessa terça-feira (16) por crime ambiental em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. A prisão foi realizada pela Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), com apoio da Polícia Militar Ambiental (2ª CPAmb) e peritos do Núcleo de Criminalística (Nucrim-CG).

Segundo a investigação, o suspeito foi flagrado em uma área de preservação permanente no Assentamento Venâncio Tomé de Araújo, na zona rural de Campina Grande. No local, que é reconhecido como reserva legal ambiental, foram identificadas queimadas, derrubada de árvores e descarte irregular de lixo às margens do Rio São Pedro. Entre os resíduos encontrados estavam sacolas plásticas, garrafas PET e embalagens diversas, o que caracteriza poluição do solo e do ambiente aquático.

O homem estava em uma estrutura improvisada com lonas e não apresentou qualquer documentação de posse ou autorização para ocupação da área. Ele alegou ser pescador artesanal e disse que pretendia queimar os resíduos encontrados, o que, segundo a polícia, agravaria ainda mais o dano ambiental. De acordo com a legislação, causar poluição com potencial de dano à saúde, morte de animais ou destruição da flora é crime ambiental, com pena de até quatro anos de prisão. O suspeito foi encaminhado à delegacia e passará por audiência de custódia.











