Cão policial doa sangue no Paraná e ajuda a salvar cadela atropelada

Por Redação
2 min. leitura

O cão policial K9 Átila, da 3ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPRv) do Paraná, ajudou a salvar a vida de uma cadela prenha atropelada ao doar sangue em Cascavel, no oeste do estado.

A doação ocorreu na sexta-feira (3), pouco depois do atropelamento, em um laboratório do Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz (FAG). De acordo com o capitão Beiger, comandante da companhia e tutor do animal, a cadela perdeu muito sangue, mas ficou em estado estável após a transfusão.

“Assim como nos humanos, a doação de sangue entre cães pode salvar vidas”, destacou o oficial.

Átila é um pastor-belga malinois de sete anos. Desde o primeiro ano de vida, atua ao lado do capitão Beiger na corporação, com treinamento para detecção de drogas, armas, munições e atividades de proteção.

O capitão aproveitou o gesto do cão para incentivar a doação animal. “Se o seu amigo de quatro patas é saudável, vacinado e atende aos requisitos veterinários, considere cadastrá-lo como doador. Uma simples atitude pode fazer a diferença na vida de outro cãozinho”, afirmou.

Como funciona a doação de sangue animal

Segundo o Governo do Paraná, o procedimento é feito sem o uso de sedativos, por isso é necessário que o animal seja dócil e consiga permanecer imóvel por cerca de dez minutos. São coletados aproximadamente 450 ml de sangue por doação.

Podem ser doadores cães com idade entre 2 e 8 anos e peso acima de 26 kg, com vacinas em dia. No caso das fêmeas, é preciso aguardar 15 dias após o cio e garantir que não estejam prenhas.

Cada animal pode doar sangue até quatro vezes por ano — uma a cada três meses. O material é processado em bolsas iguais às usadas em humanos, com separação de hemocomponentes e armazenamento adequado.

O plasma pode ser preservado por até um ano, enquanto o concentrado de hemácias, com suplemento para conservação, tem validade de 35 dias.

Por Wanderson Gomes (@w4ndersongomes)

Compartilhe este artigo