Israel informou à ONU que vai reduzir a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, após o Hamas não devolver todos os corpos dos reféns mortos no ataque de 7 de outubro de 2023. A passagem de Rafah, principal porta de entrada de ajuda no sul de Gaza, será mantida fechada.
A partir de quarta-feira (15), apenas 300 caminhões de ajuda poderão entrar — metade do número previamente acordado — e nenhum combustível ou gás será permitido, exceto para necessidades essenciais de infraestrutura humanitária. Segundo o governo israelense, as restrições se devem ao descumprimento do acordo de entrega dos cadáveres dos reféns.
Até o momento, o Hamas liberou 20 reféns vivos e entregou quatro corpos. O grupo afirma não saber onde estão os demais restos mortais. A Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa, com apoio dos EUA e Israel, para localizar os corpos restantes.
A ONU e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha pediram a abertura imediata de todas as passagens fronteiriças para acelerar o envio de ajuda. O porta-voz do CICV, Christian Cardon, afirmou que a situação humanitária exige ação urgente. Jens Laerke, da ONU, destacou que 190 mil toneladas de ajuda estão prontas para envio.
Em paralelo, o Exército israelense informou que atirou contra “vários suspeitos” que cruzaram linhas militares em Gaza, resultando na morte de cinco pessoas, segundo autoridades de saúde palestinas. Israel classificou o incidente como violação do cessar-fogo mediado pelos EUA e pediu que os palestinos respeitem as instruções das tropas.
Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)











