CAOS EM CAMPINA: funcionários do Antônio Targino trabalham em situação ‘análoga à escravidão’, diz presidente de Sindicato

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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Saúde e Entidades Beneficentes, Filantrópicas e Religiosas do Agreste da Borborema voltou a denunciar, nesta sexta-feira (21), a gravidade da situação enfrentada por profissionais de saúde em Campina Grande. Em video enviado ao Blog do Márcio Rangel, o dirigente sindical cobrou providências imediatas diante do que classificou como “situação de trabalho análoga à escravidão” nos hospitais Antônio Targino, João XXIII e Clipsi.

Segundo o Josemar Bezerra, os trabalhadores do Hospital Antônio Targino estão há dois meses sem receber salário, além de enfrentarem o não pagamento do FGTS e o descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho.

Ele afirmou que o sindicato já moveu diversas ações na Justiça, inclusive garantindo pagamento de multas a alguns trabalhadores, mas ressaltou que “ainda existem colaboradores aguardando decisões judiciais porque os depósitos não foram feitos”.

O sindicalista também chamou atenção para uma possível tentativa da direção do HAT de transformar o hospital em uma instituição filantrópica. No entanto, segundo ele, esse processo exigiria a transferência dos funcionários para o ISA — o que não tem ocorrido. Pelo contrário: trabalhadores estariam sendo demitidos sem receber salários atrasados, o que impediria, inclusive, o pagamento de aviso prévio.

“Como é que uma pessoa paga aviso se está há dois meses sem salário? Como ficam as famílias? Como ficam os direitos desses trabalhadores?”, questionou.

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