O ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu aos investigadores da Polícia Federal que tentou violar a tornozeleira eletrônica que monitorava seus deslocamentos, utilizando um ferro de solda. O alarme do dispositivo disparou às 0h07 deste sábado (22), acionando imediatamente a equipe de segurança de Bolsonaro, notificada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, responsável pelo equipamento. A escolta confirmou a violação e substituiu a tornozeleira às 1h09.
Além do episódio com a tornozeleira, a convocação de uma vigília nas proximidades da residência de Bolsonaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) foi interpretada pelas autoridades como uma manifestação política, e não apenas como um encontro religioso. Segundo fontes policiais, o movimento poderia gerar tumulto, colocando em risco policiais, apoiadores e o próprio ex-presidente. Esses fatores foram considerados pelo ministro Alexandre de Moraes na decisão de levar Bolsonaro para ser preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
O episódio contribuiu para o agravamento das medidas cautelares impostas a Bolsonaro. Inicialmente, ele havia sido proibido de utilizar redes sociais e obrigado ao uso de tornozeleira eletrônica, depois foi submetido à prisão domiciliar e, agora, encontra-se detido em unidade da PF.











