CAFÉ COM MOÍDO: o poder de articulação de Fábio Ramalho e o retrato heterogêneo de 2026

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Efraim: aliado de Fábio e Michelle em Lagoa Seca

Em um cenário político cada vez mais marcado por polarizações, rupturas e diálogos interrompidos, a Paraíba volta a enxergar — no coração do Agreste — um modelo diferente de construção política: a receita de Fábio Ramalho.

Ainda concluindo o seu primeiro mandato como deputado estadual, o ex-vereador e ex-prefeito de Lagoa Seca tem demonstrado que experiência, por si só, não é o único elemento que molda uma grande liderança. Há algo que muitos acumulam anos de mandato sem jamais conquistar: o tato, a habilidade de ouvir, a capacidade de juntar, a disposição de conversar com todos. E é exatamente esse conjunto que tem projetado Fábio como uma das principais lideranças regionais da atualidade.

A Festa do Artesanato 2025, realizada entre os dias 2 e 8 de dezembro, serviu como um retrato fiel desse poder de articulação. Durante seis dias, Lagoa Seca virou ponto de encontro de lideranças dos mais variados espectros políticos — de aliados históricos a figuras que, em outros contextos, dificilmente estariam sentadas na mesma mesa. E ali estavam.

Nabor Wanderley: o novo parceiro político

Passaram pela festa Nabor Wanderley, prefeito de Patos e pré-candidato ao Senado, que teve seu apoio reafirmado por Fábio. Ana Cláudia Vital do Rêgo, representando o senador Veneziano Vital, dividiu o mesmo espaço com Pedro Cunha Lima, ex-candidato ao governo. Para completar, no encerramento, quem também prestigiou o encontro foi o senador Efraim Morais, presidente estadual do União Brasil.

Em poucos dias, Fábio fez o que muitos, mesmo com décadas de vida pública, não conseguem: aglutinou, aproximou, tirou diferenças da frente e colocou a pauta do desenvolvimento regional como prioridade.

Esse movimento não é isolado. Desde que assumiu a chefia da Prefeitura de Campina Grande — experiência curta, mas politicamente muito simbólica — Fábio vem demonstrando que sabe navegar entre grupos, construir pontes e somar forças. Sua atuação tem refletido diretamente na gestão municipal, fortalecendo o projeto do prefeito Bruno Cunha Lima e ampliando a capacidade de interlocução da cidade com o Agreste e demais regiões do estado.

Pedro e Ana Cláudia: aliados de jornada

Mas talvez o ponto mais relevante seja outro: a forma como os municípios do entorno de Campina Grande passaram a olhar para Fábio. Prefeitos, vereadores e lideranças enxergam nele um deputado que sabe conversar, que chega para somar, que entende as demandas locais e, principalmente, que respeita a diversidade política do território. O Agreste passou a ter, novamente, uma referência regional capaz de pensar de forma coletiva.

Política é feita de acertos e erros, e o tempo sempre é o juiz mais honesto. Mas é preciso reconhecer quando surge um estilo diferente de liderança — especialmente num período em que a arte de dialogar virou quase um talento raro.

Fábio Ramalho mostra, a cada gesto, que não é preciso gritar para ser ouvido, nem dividir para crescer. Seu caminho tem sido o de juntar, de escutar, de construir consensos. E talvez seja exatamente isso que boa parte da Paraíba — e do Brasil — esteja precisando: políticos que entendam que liderar não é mandar, é articular.

E se o Agreste hoje fala em novas conexões, novos projetos e novas perspectivas, é porque existe, no centro desse movimento, alguém que decidiu fazer política como ela deveria ser: com diálogo, com presença e com resultados.

#CaféComMoído é a coluna de política e opinião do jornalista e radalista campinense Márcio Rangel @marciorangelpb 🍵 💣

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