Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (7) a apreensão do petroleiro Marinera, antigo Bella 1, ligado à Venezuela e alvo de sanções norte-americanas. A embarcação, que recentemente passou a navegar sob bandeira russa, foi interceptada no Atlântico Norte, segundo a agência Reuters, com confirmação posterior do Exército dos EUA.
De acordo com o Comando Europeu das Forças Armadas norte-americanas, a apreensão ocorreu com base em um mandado expedido por um tribunal federal, sob a acusação de violação de sanções impostas pelos Estados Unidos. Tropas norte-americanas embarcaram no navio durante a operação.
O governo da Rússia repudiou a ação e afirmou que a apreensão violou o direito marítimo internacional, alegando que os EUA não tinham jurisdição para o uso da força. A Casa Branca respondeu que a abordagem respeitou o direito internacional, ao sustentar que o navio navegava sob bandeira falsa.
O Reino Unido deu apoio à operação após pedido dos Estados Unidos. Segundo o secretário de Defesa britânico, John Healey, as Forças Armadas do país forneceram suporte operacional, incluindo o uso de bases, uma embarcação militar e vigilância aérea. Healey afirmou que o petroleiro tem histórico de envolvimento em redes de evasão de sanções ligadas à Rússia e ao Irã.
Autoridades norte-americanas informaram que o Marinera vinha sendo monitorado desde dezembro e chegou a receber escolta de navios russos, incluindo um submarino. Não houve registro de confronto entre forças militares dos dois países durante a apreensão.
Também nesta quarta-feira, os EUA anunciaram a interceptação de outro petroleiro ligado à Venezuela, o Sophia, no Mar do Caribe. Esta foi a quarta apreensão de embarcações venezuelanas nas últimas semanas, dentro da estratégia de reforço do bloqueio ao petróleo do país.
Dados de rastreamento marítimo indicam que o Marinera estava sem carga de petróleo no momento da apreensão. As ações fazem parte da pressão do governo norte-americano contra o regime venezuelano, acusado de usar uma frota paralela para driblar sanções e exportar petróleo a aliados como Rússia, China e Irã.
Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)











