Laudo confirma que bebê de dois meses morreu por broncoaspiração e descarta violência em Monte Horebe

Por Redação
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O laudo pericial confirmou que o bebê Muryell Asafe de Sousa Nunes, de dois meses de idade, morreu em decorrência de asfixia causada por broncoaspiração. O exame afastou qualquer indício de violência. As informações foram repassadas pelo médico legista Luiz Rustenes Fernandes, chefe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Cajazeiras.

De acordo com o legista, a necropsia foi conclusiva e não identificou sinais de agressão externa. Segundo ele, todos os achados técnicos apontam exclusivamente para a broncoaspiração como causa da morte, descartando a hipótese de crime.

O médico também esclareceu o sangramento observado na região nasal do bebê, que inicialmente gerou suspeitas. Conforme explicou, o fenômeno é comum em casos de asfixia e é conhecido como “cogumelo de espuma”, resultado da saída de secreções pelas vias aéreas.

Outro ponto abordado no laudo foram as marcas observadas no pescoço da criança. De acordo com Luiz Rustenes, tratavam-se de livores cadavéricos — alterações naturais que surgem após a morte devido ao acúmulo de sangue nos capilares, provocado pela ação da gravidade quando o coração deixa de bombear.

De forma categórica, o legista reafirmou que a morte não teve relação com qualquer tipo de agressão, sendo causada exclusivamente por asfixia por broncoaspiração.

O bebê foi encontrado sem vida na manhã da última quarta-feira (21), em sua residência, no município de Monte Horebe, no Alto Sertão da Paraíba. A ocorrência mobilizou equipes do SAMU, da Polícia Militar e da Polícia Civil. O caso foi acompanhado pelas autoridades até a conclusão do laudo pericial.

Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)

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