Café com Moído | A bola da vez atende pelo nome de Fábio Ramalho

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A política é feita de símbolos, gestos e, sobretudo, de leitura correta do tempo. E o movimento do deputado estadual Fábio Ramalho talvez seja um dos mais emblemáticos deste novo ciclo que se desenha na Paraíba.

Presidente estadual do PSDB, legenda histórica que o elegeu deputado estadual e o conduziu a dois mandatos como prefeito de Lagoa Seca, Fábio tomou uma decisão que exige mais do que cálculo político: exige liderança. Ao deixar o ninho tucano e se filiar ao PSD, ele sinaliza maturidade, visão de grupo e, acima de tudo, compromisso com um projeto maior.

Não foi um rompimento por conveniência. Foi uma escolha por convicção. Convicção construída no respeito e na admiração à família Cunha Lima — Cássio e Pedro — e, principalmente, na compreensão de que este é o momento da unidade das oposições. Fábio leu o tabuleiro, entendeu o jogo e se posicionou.

Mesmo em seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba, Fábio Ramalho se consolidou como uma das principais lideranças políticas da região polarizada por Campina Grande. Tem trânsito, discurso, base e resultado. Foi eleito e reeleito prefeito de Lagoa Seca com números históricos, deixando a gestão com mais de 94% de aprovação — a maior já registrada por um prefeito do PSDB na Paraíba. Um dado que fala por si.

Hoje, sua aceitação extrapola os limites do município que governou. Fábio é nome forte em Campina Grande e em pelo menos 70 municípios do compartimento da Borborema. Jovem, articulado, com perfil agregador e discurso alinhado ao desenvolvimento regional, ele reúne características raras em tempos de polarização excessiva.

No xadrez de 2026, as peças começam a se mover. Romero Rodrigues já deixou claro que não pretende disputar a vice, confortável com seu mandato federal garantido pelo Podemos. Pedro Cunha Lima, por sua vez, não demonstra disposição para entrar na disputa eleitoral direta neste momento. Seu foco é outro: coordenar a campanha de Cícero Lucena, ajudar a construir o plano de governo e dar musculatura política à chapa.

E é exatamente aí que o nome de Fábio Ramalho cresce. Naturalmente. Sem imposição. Sem alarde.

Questionado, ele não confirma. Mas também não nega. E na política, esse silêncio costuma dizer muito. Nos bastidores, a leitura é praticamente unânime: Fábio é a bola da vez. O nome do PSD com densidade eleitoral, legitimidade política e capacidade de diálogo para compor como vice-governador na chapa de Cícero Lucena.

Se o grupo Cunha Lima vai, de fato, fazer uma indicação, ela atende por um nome que une história, presente e futuro. Um nome que saiu de Lagoa Seca, ganhou a Borborema, consolidou-se em Campina e hoje se projeta para o estado.

O café está passado. E o moído é forte.

Quem quiser entender os próximos passos da política paraibana, precisa, obrigatoriamente, olhar para Fábio Ramalho.

Por Márcio Rangel @marciorangelpb

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