CEO do Pinterest, Bill Ready defendeu a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos e maior responsabilização das plataformas na proteção de crianças e adolescentes.
Em artigo publicado na revista Time, o executivo afirmou que esses ambientes não são seguros para essa faixa etária, citando riscos como contato com desconhecidos e estímulo ao uso excessivo de telas.
A declaração ocorre em meio a debates sobre o impacto das redes sociais, incluindo um julgamento nos Estados Unidos que envolve Google e Meta. Segundo Ready, as empresas do setor não avaliaram adequadamente as consequências de suas plataformas.
Ele citou a Austrália, que já proibiu o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, e destacou que países como Reino Unido, Espanha e França estudam medidas semelhantes. Nos Estados Unidos, a proposta é exigir verificação de idade nas lojas de aplicativos.
Ready defende que essa verificação seja usada para criar um padrão de proteção mais eficaz, com controle parental e responsabilização de aplicativos e sistemas operacionais.
O executivo comparou a medida a restrições já existentes para dirigir, fumar e consumir álcool, argumentando que, mesmo imperfeitas, essas regras ajudam a reduzir riscos. Para ele, é necessário estabelecer normas claras, melhorar ferramentas para pais e aumentar a responsabilidade das empresas de tecnologia.
Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)













