MDB e PSD devem ficar fora da aliança nacional pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva. A tendência, de acordo com ele, é que acordos com essas siglas ocorram apenas nos estados.
Apesar de negociações anteriores — que chegaram a incluir a possibilidade de o Movimento Democrático Brasileiro indicar o vice —, não houve avanço para uma coligação nacional. Já o Partido Social Democrático também deve seguir fora da aliança em nível federal, por divergências internas.
Edinho afirmou que, mesmo sem acordo nacional, lideranças desses partidos podem apoiar Lula regionalmente. Ele defendeu a ampliação de alianças para fortalecer o campo democrático e criticou o grupo político ligado a Jair Bolsonaro.
No cenário estadual, o PT enfrenta impasse no Rio Grande do Sul. O Partido Democrático Trabalhista apoia Lula, mas quer o apoio petista à candidatura de Juliana Brizola ao governo. Parte do PT local, porém, defende candidatura própria.
A direção nacional tenta evitar intervenção no diretório estadual e aposta em negociação interna para manter a unidade. Segundo Edinho, decisões regionais não podem prejudicar o projeto nacional de reeleição.
Na estratégia de campanha, a coordenação ficará com o Grupo de Trabalho Eleitoral do PT, com apoio de partidos aliados nos estados. A comunicação será conduzida pelo publicitário Raul Rabelo, enquanto o ministro Sidônio Palmeira permanece no governo.
Por Wanderson Gomes (@w4ndersongomes)













