Justiça Eleitoral mantém diplomação de prefeito eleito de Cabedelo, mesmo após suspeita de ligação com facção

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A Justiça Eleitoral negou o pedido de liminar que solicitava a suspensão da diplomação do prefeito eleito de Cabedelo (PB), Edvaldo Neto (Avante), em decisão proferida pela juíza da 57ª Zona Eleitoral, Thana Michelle Carneiro Rodrigues, no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE). O pedido havia sido apresentado pela defesa do deputado Wallber Virgolino (PL), candidato derrotado na eleição suplementar, que buscava impedir a diplomação da chapa vencedora.

Na decisão, a magistrada entendeu que ainda não há provas suficientes que justifiquem a adoção de medidas mais drásticas, como o afastamento definitivo dos eleitos, destacando que não se pode reconhecer, neste momento processual, a existência de direito incontroverso. Com isso, foi mantida a diplomação da chapa vitoriosa, prevista para o dia 25 de maio.

Apesar disso, a posse só poderá ocorrer caso não haja impedimentos judiciais até a data, uma vez que Edvaldo Neto já se encontra afastado por decisão anterior, que também o proibiu de acessar as dependências da Prefeitura de Cabedelo. Caso a situação não seja revertida, o vice-prefeito eleito, Evilásio Cavalcante (Avante), deve assumir o comando do Executivo municipal.

A investigação que fundamenta a ação apura a suposta ligação entre o poder público municipal e uma facção criminosa, envolvendo a contratação de empresas terceirizadas para empregar pessoas ligadas ao grupo e inseri-las na administração pública com o objetivo de desvio de recursos. No mesmo processo, a Justiça Eleitoral também rejeitou o pedido para que o segundo colocado na eleição fosse empossado, mas acatou outras solicitações da defesa, como a inclusão de provas obtidas na Operação Cítrico, deflagrada em força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, e a Controladoria-Geral da União.A decisão ainda determinou a proibição de acesso à sede da Prefeitura de Cabedelo para Edvaldo Neto e outras pessoas investigadas no caso, enquanto o processo segue em andamento na Justiça Eleitoral.

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