O padre Danilo César, natural de Monteiro e denunciado por intolerância religiosa após declarações feitas durante uma missa no ano passado, firmou um acordo com a família da cantora Preta Gil em um processo por danos morais que tramita na Justiça do Rio de Janeiro. O acordo ainda precisa ser homologado pela Justiça.
Pelos termos definidos na esfera cível, o religioso se comprometeu a pedir desculpas públicas à família, citando nominalmente o pai da artista, Gilberto Gil, entre outros familiares. No documento, o padre também reconhece o caráter ofensivo das declarações feitas durante a celebração e admite que as falas causaram sofrimento aos parentes da cantora. Com isso, ele deixa de pagar uma indenização que poderia chegar a R$ 370 mil.
O pedido de desculpas deverá ser feito durante uma missa, com transmissão pelo canal oficial da paróquia no YouTube, como forma de alcançar o mesmo público que teve acesso às declarações que motivaram a ação.
Conforme o acordo, o padre terá o prazo de até 30 dias úteis, após a homologação judicial, para cumprir a medida. Em caso de descumprimento, está prevista multa de R$ 250 mil.
Também foi estabelecida a doação de oito cestas básicas a uma instituição que será indicada pela família Gil, no prazo de até dez dias após a assinatura do termo, ocorrida em 11 de abril. O acordo conta ainda com a participação da Mitra Diocesana de Campina Grande, responsável pela paróquia onde o sacerdote atua.
Por Wanderson Gomes













