Empresas nos EUA lacram celulares de funcionários para reduzir distrações; prática divide opiniões e pode ser aplicada no Brasil

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Empresas nos Estados Unidos têm adotado uma medida para reduzir distrações e proteger dados: exigir que funcionários guardem seus celulares em bolsas lacradas durante o expediente. A prática foi destacada em reportagem do Financial Times.

Os aparelhos ficam com os trabalhadores, mas só podem ser acessados em pontos específicos de desbloqueio. Chamadas e notificações ainda podem ser percebidas, e o uso é liberado nos intervalos.

A medida é usada por empresas como a ID.me e tem dois principais objetivos: evitar vazamento de informações sensíveis e aumentar a produtividade. Segundo a fabricante das bolsas, a Yondr, o sistema também é adotado por tribunais, órgãos públicos e instituições que lidam com dados sigilosos.

Apesar disso, a iniciativa gera controvérsia. Parte dos funcionários relata melhora no foco e na interação com colegas, enquanto outros veem a regra como excesso de controle. Especialistas afirmam que os efeitos na produtividade variam: podem ser positivos em tarefas operacionais, mas negativos em atividades que exigem criatividade.

E no Brasil?

No Brasil, empresas podem restringir o uso de celulares pessoais no trabalho, desde que respeitem limites legais. Embora a CLT não trate diretamente do tema, o empregador tem poder para definir regras internas de organização e fiscalização.

A restrição é considerada válida, principalmente em atividades que envolvem risco, segurança ou sigilo profissional. No entanto, não pode haver violação da privacidade ou da dignidade do trabalhador.

O descumprimento das regras pode resultar em advertência, suspensão e até demissão por justa causa, dependendo da gravidade. Especialistas recomendam que as empresas deixem as normas claras e prevejam exceções, como situações de emergência ou uso durante pausas.

Por Wanderson Gomes (@w4ndersongomes)

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