Fernando Paredes Cunha Lima voltou a cumprir pena no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa, após o fim do período de prisão domiciliar de 180 dias. Ele se apresentou na sexta-feira (5), depois de deixar a residência onde estava por decisão judicial. A defesa, por meio do advogado Lucas Mendes, informou que protocolou pedido de prorrogação da prisão domiciliar por motivos de saúde, ainda sem decisão da Justiça da Paraíba.
Na terça-feira (2), uma das condenações do médico teve a pena aumentada, passando de 22 anos, 5 meses e 2 dias para 32 anos e 7 dias de reclusão por estupro de vulnerável. Ele também já havia sido condenado em outro processo, em março de 2026, a 20 anos de prisão pelo mesmo crime. Os casos ocorreram em 2021, durante consultas médicas, e foram considerados crimes distintos, resultando em concurso material. Em outra acusação, ele foi absolvido por falta de provas, com aplicação do princípio do “in dubio pro reo”.
O médico se tornou réu em agosto de 2024, após aceitação da primeira denúncia, e teve prisão decretada em novembro do mesmo ano, quando chegou a ficar foragido até ser localizado meses depois. Segundo as investigações, ele foi denunciado por estupro contra seis crianças, todas pacientes. A primeira denúncia partiu de uma mãe em julho de 2024, e depois outras vítimas surgiram, incluindo uma sobrinha que relatou abuso ocorrido em 1991, sem denúncia formal na época.











