O meia Jude Bellingham não foi expulso durante o empate entre Inglaterra e Gana, pela Copa do Mundo, após ser visto cobrindo a boca em uma conversa com o jogador Jordan Ayew. O gesto levantou dúvidas sobre uma possível punição com base na nova diretriz da Fifa conhecida como “Lei Vini Jr.”.
A regra orienta a arbitragem a punir jogadores que cubram a boca durante discussões ou provocações, pois isso pode dificultar a identificação de possíveis ofensas por parte da arbitragem e das câmeras.
No entanto, o simples ato de cobrir a boca não é suficiente para gerar cartão vermelho. No caso de Bellingham, a arbitragem entendeu que a conversa entre os jogadores não ocorreu em um contexto de conflito ou agressão verbal, e por isso não houve punição.
A Fifa já havia esclarecido que a regra se aplica principalmente a situações de discussão acalorada ou provocação. O presidente do comitê de arbitragem, Pierluigi Collina, afirmou que diálogos considerados amistosos podem ocorrer normalmente.
O contraste veio em outro lance da Copa: o atacante Miguel Almirón, do Paraguai, foi expulso após cobrir a boca durante uma discussão com um adversário. A jogada foi revisada pelo VAR e resultou em cartão vermelho direto, por ser considerada um momento de confronto.
Assim, a diferença entre os casos está no contexto: enquanto Almirón foi punido em uma discussão acalorada, Bellingham estava em uma interação considerada normal pela arbitragem.
Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)
Com informações de GE











