Ataques racistas crescem na Copa do Mundo; Mbappé é o principal alvo, diz FIFA

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A FIFA registrou um aumento de 3% nas publicações de teor racista nas redes sociais durante a Copa do Mundo de 2026 em comparação com o Mundial do Catar, em 2022. Além da alta nos casos, a entidade informou que as mensagens passaram a apresentar conteúdo mais ofensivo e agressivo contra jogadores, seleções e torcedores.

Em menos de um mês de competição, o sistema de monitoramento da FIFA identificou cerca de 90 mil publicações abusivas, número 13 vezes maior do que o registrado na edição anterior. Desse total, aproximadamente 11% continham ataques de cunho racial. A seleção da França esteve entre as mais atingidas, e o atacante Kylian Mbappé foi um dos principais alvos das ofensas nas plataformas digitais.

Diretor-executivo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, Marcelo Carvalho afirmou que a FIFA precisa ampliar as ações de combate ao racismo fora das quatro linhas, promovendo mais diversidade e inclusão no esporte. Ele também criticou a atuação das redes sociais, alegando que, mesmo após a identificação dos autores das ofensas, as plataformas ainda falham na remoção de conteúdos e na responsabilização dos envolvidos. Nos últimos anos, a FIFA adotou medidas como o protocolo que permite aos árbitros interromperem partidas diante de casos de racismo, mas especialistas defendem ações mais efetivas para enfrentar o problema também no ambiente digital.

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