Por Márcio Rangel (@marciorangelpb)

A cada dia que passa, fica mais evidente que a primeira-dama de Campina Grande, Juliana Cunha Lima, está cada vez mais distante da possibilidade de disputar a vice-governadoria na chapa encabeçada pelo senador Efraim Filho. Embora ela nunca tenha descartado publicamente essa hipótese, a gravidez e os cuidados que o momento exige mudaram o cenário político e obrigam o grupo a discutir alternativas.
E, nesse caso, a pergunta deixa de ser apenas quem será o vice de Efraim. A pergunta passa a ser: qual é o plano B de Bruno Cunha Lima?
A resposta passa diretamente pelo prefeito de Campina Grande porque o próprio Efraim já afirmou, em diferentes entrevistas, que a indicação da vaga de vice cabe ao grupo político liderado por Bruno, chegando a reforçar que Juliana era seu “plano A”.
Com a possibilidade de Juliana ficar fora da disputa, duas alternativas ganharam força nos bastidores durante os últimos dias.

A primeira delas atende pelo nome de Victor Ribeiro: ex-superintendente da STTP e pré-candidato a deputado estadual, Victor é considerado um dos auxiliares de maior confiança do prefeito. Sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa foi construída dentro do próprio núcleo político de Bruno, justamente com o objetivo de manter um aliado fiel e de absoluta confiança na política estadual. Não é segredo para ninguém que existe uma relação de amizade, lealdade e proximidade entre os dois. Caso Bruno opte por um nome técnico, discreto e de confiança pessoal, Victor larga em vantagem.

A segunda alternativa é Alexandre do Sindicato: líder do governo na Câmara Municipal e pré-candidato a deputado federal, Alexandre representa outro tipo de ativo político. Diferentemente de Victor, chega com densidade eleitoral consolidada, três mandatos de vereador, forte identificação com o eleitorado conservador e um histórico de defesa pública da gestão Bruno Cunha Lima.
Vale lembrar que essa relação nem sempre foi tranquila. Alexandre chegou a demonstrar insatisfação com o governo, principalmente após não ser escolhido para presidir a Câmara Municipal. Depois das conversas internas, voltou à base, assumiu a liderança do governo e passou a enfrentar os principais embates políticos em defesa da administração municipal, tornando-se um dos escudos mais importantes do prefeito no Legislativo.
Além disso, seu perfil dialoga diretamente com a base política de Efraim. Alinhado à direita, Alexandre chegou, inclusive, a ter o nome lembrado em 2022 para compor uma chapa majoritária como candidato a vice-governador, o que demonstra que sua presença numa composição estadual não seria novidade dentro desse campo político.
No fim das contas, Bruno parece ter duas cartas sobre a mesa.
Victor Ribeiro representa a confiança pessoal, a lealdade administrativa e a continuidade de um projeto político construído dentro do governo.
Alexandre do Sindicato representa a fidelidade política, a capacidade de enfrentamento, a identidade ideológica com a direita e uma trajetória eleitoral já consolidada.
Se Juliana realmente confirmar que ficará fora da disputa, o prefeito terá pouco tempo para definir qual desses caminhos seguirá. Afinal, as convenções estão próximas e a definição da chapa majoritária deve acontecer nos próximos dias.
A grande pergunta que fica é: o plano B de Bruno será o “A” de Alexandre… ou o “V” de Victor?













