EXCLUSIVO: família quebra silêncio após prisão de homem condenado por matar motoboy em Campina Grande/PB

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O homem condenado pelo homicídio do motoboy Ayrton Luis Aleixo, de 23 anos, foi preso ontem (21), em uma ação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Campina Grande. O crime aconteceu em fevereiro de 2018, no bairro das Malvinas, após uma discussão de trânsito que terminou de forma trágica.

De acordo com as investigações, Ayrton trabalhava como motoboy quando se envolveu em um desentendimento no trânsito. Durante a confusão, ele foi atropelado e morreu em decorrência dos ferimentos. Após a condenação pela Justiça, o motorista passou a ser considerado foragido até ser localizado e preso pela Polícia Civil.

Após a prisão, a equipe de reportagem conversou com exclusividade com os pais de Ayrton, que falaram pela primeira vez sobre a captura do condenado. Emocionados, eles afirmaram que a prisão representa um alívio para a família e reforçaram a esperança de que a pena seja cumprida.

A mãe da vítima, Maria da Guia, disse que recebeu a notícia com um sentimento de justiça. Segundo ela, nenhuma decisão será capaz de diminuir a dor da perda do filho, mas a prisão do condenado traz a certeza de que ele responderá pelo crime.

Durante a entrevista, Maria da Guia relembrou que Ayrton era um jovem trabalhador, dedicado à família. Ela contou que, na época do assassinato, o filho estava de férias do emprego e aproveitava o período para fazer entregas e conseguir uma renda extra. Segundo a mãe, a rotina dele era praticamente de casa para o trabalho e do trabalho para casa.

O pai de Ayrton, seu Antônio, também falou com exclusividade à nossa equipe. Cadeirante, ele contou que era cuidado diariamente pelo filho e afirmou que, desde a prisão do condenado, o coração está mais tranquilo.

Segundo ele, a justiça dos homens foi feita e agora espera que o condenado cumpra a pena. Seu Antônio também disse confiar na justiça divina, acreditando que Deus dará a resposta para todo o sofrimento enfrentado pela família.

Durante a entrevista, ele relembrou um dos momentos mais marcantes após o crime. De acordo com seu Antônio, a filha de Ayrton, que hoje tem 13 anos, passou muito tempo esperando a volta do pai. Sempre que uma motocicleta chegava à casa dos avós, a menina acreditava que era Ayrton retornando do trabalho, sem compreender que ele havia sido morto.

Quase oito anos após o crime, a prisão do condenado representa o fim de uma longa espera da família por justiça. Embora a saudade permaneça, os pais de Ayrton afirmam que a captura do responsável traz a sensação de que, finalmente, o caso começa a ter um desfecho.

Por Wanderson Gomes

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