A Polícia Civil finalizou as investigações sobre o caso de crueldade contra um agricultor que matou um no Sítio Soares, na zona rural de Queimadas, e encaminhou o inquérito à Justiça nesta quarta-feira (22). O acusado de 53 anos, preso em flagrante após o crime, foi formalmente indiciado por maus-tratos a animal doméstico com resultado morte.
O delegado Elias Rodrigues informa que o homem responderá pelo crime previsto na Lei de Crimes Ambientais, cuja pena é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. O procedimento investigativo foi concluído antes do prazo legal, permitindo que o caso fosse remetido rapidamente ao Poder Judiciário para a adoção das medidas cabíveis.
As investigações apontam que o episódio ocorreu na última sexta-feira (17). O investigado teria atacado o cachorro com um pedaço de madeira e, logo depois, amarrado o animal em uma árvore antes de sair da propriedade. Ao retornar horas mais tarde, voltou a agredi-lo até que ele ficasse sem condições de se mover e, em seguida, ateou fogo em uma fogueira, lançando o cão ainda vivo nas chamas.
A violência foi presenciada por uma testemunha, que acionou a Polícia Militar. Os policiais localizaram o suspeito e efetuaram a prisão em flagrante. Durante o interrogatório, ele disse que matou o animal porque acreditava que o cachorro estava causando transtornos.
O agricultor segue preso e à disposição da Justiça. Conforme a polícia, embora não tenha registros anteriores por crimes de maus-tratos contra animais, ele possui histórico de violência doméstica, além de responder por ameaça e lesão corporal contra a ex-companheira.













