Justiça concede prisão domiciliar a investigada da Operação Perfidus na Paraíba

Por
2 min. leitura

A Justiça da Paraíba concedeu prisão domiciliar à investigada Vanessa Dantas Fernandes, tornando-a a primeira pessoa presa na Operação Perfidus a deixar a unidade prisional. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (23) pela juíza Conceição de Lourdes Marsicano de Brito Cordeiro, da 2ª Vara Regional das Garantias, que substituiu a prisão temporária pela domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.

Vanessa é investigada por suposta participação nos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. Ela foi presa no dia 2 de junho, durante o cumprimento da Operação Perfidus, deflagrada pelo Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, em conjunto com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A investigação apura um esquema de tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas que, segundo os investigadores, contava com a participação de integrantes da segurança pública para beneficiar facções criminosas. Durante a operação, a Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões em bens dos investigados.

Entre os principais alvos da investigação estão o delegado da Polícia Civil Braz Morroni e os investigadores Everton Richellyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o “Mão Branca”. Na decisão, a magistrada considerou a condição de Vanessa como mãe de uma criança de quatro anos. Relatórios do Conselho Tutelar, documentos médicos e laudos psicológicos apontaram que o filho apresentava sofrimento emocional após a prisão simultânea dos pais. O próprio Ministério Público passou a defender a substituição da prisão temporária pela domiciliar. Além do monitoramento eletrônico, Vanessa deverá cumprir medidas cautelares, como permanecer na comarca, comparecer aos atos processuais e não manter contato com os demais investigados, sob pena de retorno ao regime de prisão.

Por Ester Costa (@estercosta._ )

Compartilhe este artigo