A Justiça da Paraíba determinou o bloqueio de até R$ 11,1 milhões em bens, imóveis e valores financeiros de 16 investigados no caso envolvendo o Hospital Padre Zé, em João Pessoa. A medida tem como objetivo garantir um possível ressarcimento aos cofres públicos caso sejam confirmadas irregularidades apontadas em uma ação por improbidade administrativa. Entre os investigados atingidos pela decisão estão o ex-secretário estadual Tibério Limeira, a ex-secretária Pollyanna Werton e o ex-diretor do Hospital Padre Zé, padre Egídio de Carvalho, apontado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) como um dos principais envolvidos no caso. O bloqueio foi determinado de forma solidária e também alcança outras 13 pessoas.
A decisão foi assinada pelo juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, no dia 22 de julho. O processo tramitava em segredo de Justiça, mas teve o sigilo retirado nesta segunda-feira (27). Segundo o MPPB, a medida busca assegurar a devolução de recursos públicos caso os investigados sejam condenados. A ação apura supostos desvios de valores destinados ao Programa Prato Cheio, iniciativa voltada à distribuição de refeições para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
O caso é um desdobramento da investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que já resultou em denúncias criminais contra os envolvidos. As investigações apontam possíveis irregularidades em convênios firmados entre o Hospital Padre Zé e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano.
Por Ester Costa (@estercosta._)












