Adolescente suspeito de matar homem em hotel de João Pessoa tinha 17 registros de ocorrências no RN

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O delegado Cristiano informou que o adolescente apreendido por suspeita de envolvimento no assassinato de Washington Rodrigo, de 33 anos, em João Pessoa, já possuía um extenso histórico de ocorrências registradas no Rio Grande do Norte. Segundo informações da Polícia Civil, há pelo menos 17 boletins de ocorrência envolvendo o jovem, que completa 18 anos em outubro. Entre os registros estão casos de furto, tráfico de drogas, violência doméstica, lesão corporal, ameaça, perseguição e extorsão. O delegado também revelou que o adolescente já passou por uma unidade socioeducativa destinada ao cumprimento de medidas aplicadas a adolescentes em conflito com a lei.

A transferência do adolescente apontado como principal suspeito da morte de Washington Rodrigo foi organizada nas primeiras horas após o jovem se apresentar à polícia no Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (27) e passou a integrar a investigação conduzida pela Polícia Civil da Paraíba.

De acordo com o delegado Cristiano, uma equipe da Polícia Civil paraibana saiu de João Pessoa para encontrar policiais potiguares em uma cidade do sertão, onde foi realizada a entrega do adolescente para dar continuidade ao deslocamento até a capital paraibana. A expectativa era de que o jovem chegasse à Cidade da Polícia no início da tarde para a realização dos procedimentos previstos.

Washington Rodrigo foi encontrado morto na última sexta-feira (24), em um quarto de hotel no bairro de Manaíra, em João Pessoa. Segundo o Instituto de Medicina Legal (IML), a causa da morte foi asfixia, e o corpo apresentava sinais de tortura.

Cristiano destacou que a apreensão foi resultado de uma ação conjunta entre as polícias civis da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Ele afirmou que, desde o dia anterior, manteve contato com o delegado responsável pela apreensão em Caicó, juntamente com o delegado Diego Garcia, compartilhando informações que ajudaram na localização do adolescente.

O delegado também ressaltou a atuação da Unidade de Inteligência da Polícia Civil e da Interpol, afirmando que o apoio desses setores foi fundamental para que a apreensão ocorresse de forma rápida. Ainda segundo Cristiano, a investigação continua para confirmar outras informações apresentadas pelo adolescente durante o depoimento, incluindo a suspeita de que ele tenha simulado a própria morte em uma ocasião anterior.

A transferência do jovem para João Pessoa dependeu da conclusão dos trâmites entre as polícias civis da Paraíba e do Rio Grande do Norte. A expectativa é de que o adolescente seja encaminhado à capital paraibana nesta terça-feira (28), onde passará pelos procedimentos previstos no sistema de responsabilização de adolescentes autores de atos infracionais.

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