Justiça decreta prisão preventiva de delegado e agentes investigados por desvio de drogas na Paraíba

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A Justiça da Paraíba decretou a prisão preventiva do delegado Braz Morroni e dos agentes da Polícia Civil Everton Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, investigados por participação em um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas durante operações policiais no estado. A decisão foi tomada após a conclusão de um dos inquéritos da Operação Perfídus, que apura a atuação de uma organização criminosa com ramificações dentro da própria corporação.

De acordo com a investigação, os três foram indiciados pelos crimes de furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual. O Ministério Público da Paraíba também apresentou denúncia criminal e pediu a perda dos cargos públicos dos investigados, além da manutenção da prisão preventiva.

As apurações apontam que, durante uma operação realizada em 2025, cerca de 60 quilos de entorpecentes foram encontrados em um apartamento, mas apenas aproximadamente 3 quilos teriam sido oficialmente apresentados na delegacia. A suspeita é de que o restante da droga tenha sido desviado para abastecer o tráfico.

A Operação Perfídus foi deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba em conjunto com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba. Além dos policiais civis, outros investigados por envolvimento com o tráfico de drogas também foram presos durante a operação. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos no esquema e responsabilizar os suspeitos na esfera criminal.

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