O vice-prefeito Carlos Monteiro tomou posse como prefeito interino de Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, nesta quinta-feira (20). Ele assume o cargo após o prefeito Francisco Nazário de Oliveira (União Brasil) ser afastado por decisão judicial durante uma investigação sobre supostas fraudes em licitações.
A investigação apura possíveis irregularidades em contratos relacionados à coleta de resíduos sólidos e à limpeza urbana do município. Segundo o Ministério Público da Paraíba (MPPB), o prejuízo aos cofres públicos já ultrapassa R$ 2 milhões.
A posse de Carlos Monteiro foi realizada na Câmara Municipal e conduzida pelo presidente da Casa, Oto Mariano. Durante o discurso, o novo prefeito interino pediu calma à população e afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho da administração municipal.
“Mantenham a calma, que eu estou aqui, e o trabalho continua. Somos uma equipe, sozinhos não chegamos a lugar nenhum. Vamos trabalhar ainda mais por Caaporã, vamos fazer a diferença”, declarou.
Investigação
A operação, denominada *Purgatório*, é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp), do MPPB, em conjunto com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil.
De acordo com o Ministério Público, uma suposta organização criminosa teria atuado para direcionar contratações emergenciais, superfaturar serviços e desviar recursos públicos.
Além do prefeito afastado, também foram afastados o secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos e a agente de contratação do município. Ao todo, a operação teve 12 alvos, entre pessoas e empresas.
As investigações começaram em setembro de 2025, após a divulgação de um vídeo em que Francisco Nazário aparece recebendo uma bolsa com dinheiro. Segundo o MPPB, o valor seria de aproximadamente R$ 400 mil.
O prefeito afastado nega as acusações. A empresa HAC Serviços Ambientais informou que está colaborando com as investigações e entregou a documentação solicitada pelo Ministério Público. As demais empresas e os outros investigados não haviam se manifestado até a última atualização das informações.
Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)













