Hotel esclarece que apenas cedeu espaço para suposta seleção de modelos em Campina Grande

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O Garden Hotel, localizado no bairro do Mirante, em Campina Grande, divulgou nesta segunda-feira (31) uma nota de esclarecimento sobre a suposta falsa seleção de modelos realizada no estabelecimento no domingo (30). O espaço foi citado por mulheres que afirmam ter sido abordadas para participar de um casting que, segundo os relatos, teria resultado na oferta e venda de books fotográficos.

Na nota, o hotel afirmou que sua única relação com a atividade foi a disponibilização de um de seus espaços, mediante contratação. A direção negou participação na organização ou execução da ação.

“O hotel não participou da organização, divulgação, seleção, abordagem ou contratação de modelos, tampouco teve qualquer envolvimento nas negociações realizadas entre os responsáveis pela ação e as pessoas que participaram dela”, diz o comunicado.

O Garden Hotel também explicou que atua como espaço para realização de eventos e atividades de terceiros, disponibilizando sua estrutura mediante contratação. Segundo a direção, a organização, condução e execução de cada evento são de responsabilidade dos respectivos contratantes.

O estabelecimento afirmou ainda que eventuais situações relacionadas à condução da suposta seleção ou às relações estabelecidas entre os participantes não são de responsabilidade ou atribuição do hotel.

Entenda o caso

Duas mulheres denunciaram ter sido vítimas de uma suposta falsa seleção de modelos realizada no domingo, em um hotel no bairro do Mirante. Segundo os relatos, o contato teria começado pelo Instagram ou WhatsApp, com a promessa de participação em um casting.

Uma das mulheres afirma ter pago R$ 8 mil por um book fotográfico após participar de maquiagem, troca de roupa e sessão de fotos. Outra relatou ter pago uma quantia que mantinha guardada após ser informada de que havia sido selecionada e poderia receber patrocínio de marcas conhecidas.

As mulheres afirmam que posteriormente tentaram cancelar os serviços, mas não conseguiram. Uma delas disse ainda ter procurado o Procon e a operadora do cartão.

Até o momento, não há informações sobre eventual investigação policial relacionada às denúncias. A empresa apontada pelas mulheres como responsável pela ação também não apresentou, até o momento, posicionamento público sobre os relatos.

Saiba mais:

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Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)

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