Cícero Lucena defende diálogo com setor produtivo e aponta desafios para atração de indústrias na Paraíba

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O candidato ao Governo da Paraíba Cícero Lucena (MDB) defendeu, durante encontro com empresários do setor comercial em Campina Grande, uma relação de diálogo e parceria entre o Governo do Estado e o setor produtivo.

Ao falar sobre a reforma tributária, que terá uma fase de transição a partir de 1º de janeiro de 2027, Cícero afirmou que o período exigirá adaptação por parte do poder público e dos empresários. Segundo ele, o governo deve buscar uma arrecadação considerada justa, sem comprometer a atividade de comerciantes e industriais.

Cícero também defendeu a redução da burocracia e a criação de canais permanentes de diálogo com empresários para discutir demandas, sugestões e possíveis parcerias. Para o candidato, a eficiência da gestão pública não deve ser baseada em pressão, mas na construção de soluções por meio da negociação.

Questionado sobre a relação entre incentivos fiscais e a atração de indústrias, Cícero afirmou que a Paraíba precisa avançar em outros fatores além da política tributária. Ele citou segurança jurídica, relacionamento entre governo e empresas e qualificação profissional como pontos importantes para tornar o estado mais atrativo.

Como exemplo, mencionou o setor de tecnologia, que, segundo ele, pode estar mais interessado na disponibilidade de mão de obra qualificada do que em determinados incentivos tributários. Nesse sentido, defendeu parcerias entre o governo, universidades e o Sistema S para ampliar a formação profissional.

Cícero também citou a autonomia financeira da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) como um possível instrumento para desenvolver projetos de qualificação, incluindo a criação de escolas técnicas estaduais em parceria com a instituição.

Sobre os desafios enfrentados pela indústria, o candidato reconheceu ainda a influência da concorrência internacional, que depende de políticas nacionais. No comércio, destacou a expansão das vendas pela internet como outro fator que tem afetado empresários em diferentes regiões do país.

Para Cícero, diante desse cenário, o setor privado precisa buscar novas estratégias, enquanto o poder público deve atuar dentro de suas atribuições para apoiar o desenvolvimento das atividades econômicas.

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Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)

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