O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decidiu nesta quinta-feira (3) pela demissão do deputado federal Carlos Alberto da Cunha (União Brasil) da Polícia Civil. Conhecido como “Delegado Da Cunha”, o parlamentar exercia a função de delegado antes de ingressar na política e assumir o mandato na Câmara dos Deputados.
A medida é resultado de um processo disciplinar instaurado em 2020, após Da Cunha ser acusado de forjar uma gravação envolvendo uma suposta vítima de sequestro. Segundo a investigação, o vídeo teria sido produzido com a intenção de ampliar sua repercussão e conquistar seguidores nas redes sociais. A Corregedoria da Polícia Civil também apontou contra ele acusações de abuso de autoridade e constrangimento ilegal em uma operação realizada naquele ano.
O processo avançou dentro da corporação e, em 2022, o Conselho da Polícia Civil decidiu recomendar a demissão do então delegado. A decisão passou pela gestão do ex-governador Rodrigo Garcia e, posteriormente, foi encaminhada para Tarcísio, permanecendo sob análise desde o início de 2023. O caso também foi avaliado pela Assessoria Jurídica do Governo de São Paulo.
Pela legislação estadual, somente o governador tem autoridade para demitir delegados da Polícia Civil. Embora não houvesse um prazo específico para a decisão, a punição poderia deixar de ser aplicada caso ultrapassasse cinco anos desde a ocorrência da infração. Com a determinação de Tarcísio, Da Cunha deixa oficialmente os quadros da Polícia Civil paulista.
Por @danielvidaljornalista












