A Justiça Eleitoral da Paraíba está preparando uma ampla estrutura para garantir a realização das eleições de 2026 em todo o estado. Em entrevista ao Jornal de Verdade deste sábado (5), o desembargador Kéops Vasconcelos, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), destacou a logística planejada para o pleito, as medidas de acessibilidade e os mecanismos de segurança das urnas eletrônicas.
Segundo o desembargador, a Paraíba terá 1.851 locais de votação, que vão abrigar cerca de 10.846 seções eleitorais. Desse total, 5.079 estarão habilitadas para oferecer recursos de acessibilidade a eleitores com deficiência física, auditiva, visual ou outras necessidades específicas.
Kéops Vasconcelos também destacou que a estrutura eleitoral estará distribuída por todo o estado. Os maiores colégios eleitorais estão concentrados em municípios como João Pessoa, Campina Grande, Patos, Sousa e Cajazeiras, além de cidades como Cabedelo, Guarabira e Pombal, que também possuem eleitorados expressivos.
O desembargador ressaltou que a Justiça Eleitoral trabalha para garantir que os eleitores tenham acesso aos locais de votação, com estrutura adequada, transporte e segurança. Segundo ele, reuniões estão sendo realizadas constantemente com as forças de segurança do estado para definir o planejamento para o período eleitoral e para o dia da votação.
Durante a entrevista, Kéops Vasconcelos também defendeu a segurança e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação utilizado no Brasil. De acordo com ele, a votação por meio das urnas eletrônicas é realizada de forma segura e transparente desde 1996.
O desembargador explicou que as urnas eletrônicas não são conectadas à internet, o que impede acessos externos durante a votação. Ele também destacou que os códigos-fonte e o funcionamento do sistema são submetidos a mecanismos de fiscalização e acompanhamento por partidos políticos e demais instituições autorizadas.

Outro mecanismo citado foi o Boletim de Urna, documento emitido ao final da votação em cada seção eleitoral com a quantidade de votos atribuídos a cada candidato. Os dados podem ser conferidos e comparados com o resultado final divulgado pela Justiça Eleitoral.
Segundo Kéops, testes e procedimentos de verificação realizados ao longo das eleições têm demonstrado correspondência entre os votos registrados nas urnas e os resultados posteriormente totalizados.
O desembargador reconheceu que qualquer cidadão tem o direito de questionar o sistema eleitoral, dentro da liberdade de expressão e opinião garantida pela Constituição. No entanto, afirmou que, ao longo dos anos, não foi apresentada demonstração técnica capaz de comprovar a existência de fraude na coleta, apuração ou totalização dos votos.
Para Kéops Vasconcelos, a prioridade da Justiça Eleitoral é garantir que o resultado das eleições reflita a vontade expressa pelos eleitores nas urnas, com segurança, transparência e respeito à democracia.
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Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)












