Diretores da PF colocam cargos à disposição após afastamento de Andrei Rodrigues

Por
2 min. leitura

A crise envolvendo a Polícia Federal e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (08). Integrantes da direção da PF anunciaram que estão colocando seus cargos à disposição e saíram em defesa de Andrei Rodrigues, afastado da direção-geral da corporação por determinação do ministro.

Além de Andrei, a decisão de Mendonça retirou temporariamente da função o delegado Leandro Almada, responsável pela Diretoria de Inteligência Policial. Em manifestação conjunta, os diretores afirmaram que não aceitam acusações de que os dois ou a própria Polícia Federal tenham agido de maneira incompatível com as regras da instituição.

Os dirigentes sustentaram que as suspeitas não têm fundamento e destacaram que a atuação da PF deve ser pautada pela legalidade e pela independência institucional. Como forma de demonstrar apoio à atual direção, eles informaram que deixam os próprios postos à disposição do diretor-geral substituto.

O afastamento ocorre em meio às divergências envolvendo Mendonça e a Polícia Federal durante investigações relacionadas ao Banco Master e a supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ministro tomou a decisão após ter acesso a informações de inteligência produzidas pela PF a respeito de sua atuação nos processos.

Mendonça afirma que foi alvo de acompanhamento considerado ilegal durante mais de um mês. Segundo o ministro, o monitoramento teria sido direcionado também a outras autoridades, entre elas o advogado-geral da União, Jorge Messias. A situação passou a ser tratada por Mendonça como uma possível prática de abuso de autoridade.

Por @danielvidaljornalista

Compartilhe este artigo